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Agentes precisam de contexto compartilhado: três aprendizados para equipes de produto

22 de julho de 2026Por Menina de UX

Agentes de IA conseguem gerar telas, código e documentos rapidamente. O desafio aparece quando precisam entender por que uma decisão foi tomada, quais restrições existem e o que não pode mudar.

Agentes de IA conseguem gerar telas, código e documentos rapidamente. O desafio aparece quando precisam entender por que uma decisão foi tomada, quais restrições existem e o que não pode mudar.

Novidades e relatos publicados por Miro, Claude e Notion apontam para uma conclusão comum: contexto útil precisa ser compartilhado, encontrável e revisado.

1. Decisões visuais também são contexto

O Miro MCP Server (abre em nova aba) permite que agentes acessem informações presentes nos boards, como fluxos de usuário, requisitos, diagramas de arquitetura e decisões técnicas.

A proposta é conectar o espaço de colaboração às ferramentas em que a execução acontece. Assim, um agente pode consultar o contexto visual antes de gerar código ou documentação.

O recurso está em beta pública. Em contas Enterprise, a ativação depende da administração da organização.

Para UX, o ponto mais importante não é a integração em si. É reconhecer que jornadas, mapas e anotações só ajudam quando representam decisões atuais. Um board abandonado pode dar ao agente uma resposta coerente e errada.

2. Mais ferramentas nem sempre produzem agentes melhores

No artigo Seeing like an agent (abre em nova aba), a equipe do Claude Code explica que cada nova ferramenta aumenta o conjunto de opções que o modelo precisa avaliar.

O time adotou divulgação progressiva de contexto. Em vez de carregar toda a documentação o tempo inteiro, o agente procura o que precisa conforme a tarefa. Também revisa ferramentas antigas quando os modelos evoluem e deixam de precisar delas.

Esse aprendizado vale para equipes de produto: antes de conectar mais uma fonte, pergunte se ela oferece informação confiável, específica e necessária para a decisão.

3. Um fluxo precisa ser testável

O guia do Notion sobre documentação de fluxos (abre em nova aba) recomenda registrar tarefas, responsáveis, dependências e pontos de revisão. Também orienta testar o processo completo com diferentes pessoas e ajustar o documento a partir do uso.

Agentes tornam essa prática ainda mais importante. Uma instrução ambígua pode ser repetida em escala. Por isso, documentos de processo devem incluir:

  • objetivo e resultado esperado
  • entradas necessárias
  • responsáveis e aprovações
  • exceções conhecidas
  • critérios para interromper ou pedir ajuda
  • data da última revisão

O papel de UX nesse cenário

Profissionais de UX podem ajudar a transformar informação dispersa em contexto compreensível. Isso inclui organizar fluxos, identificar lacunas, escrever critérios claros e testar se pessoas e agentes interpretam as instruções da mesma forma.

Também é preciso observar a experiência de revisão. Se confirmar cada saída exige mais esforço do que realizar a tarefa, o fluxo não está maduro. O objetivo não é remover pessoas da decisão, mas dar a elas evidências melhores para decidir.

Um começo pequeno

Escolha uma tarefa repetida e de baixo risco. Reúna os documentos atuais, remova contradições e defina quem aprova o resultado. Depois, teste com casos normais e exceções.

Registre onde o agente errou, qual contexto faltou e o que ficou confuso. Essas falhas revelam problemas no sistema de informação, não apenas no modelo.

Fontes