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UX continua sendo o nome da área, diz pesquisa da NN/g com 604 profissionais

9 de outubro de 2026Por Menina de UX

Trocar o nome da disciplina não resolve sozinho a pressão por impacto, layoffs e disputa de território com produto. No artigo No New Name Has Replaced “UX”, publicado em 31 de julho de 2026, Rachel Banawa traz uma pesquisa da Nielsen Norman Group com 604 profissionais de tech e design.

Fonte: Nielsen Norman Group

Trocar o nome da disciplina não resolve sozinho a pressão por impacto, layoffs e disputa de território com produto. No artigo No New Name Has Replaced “UX” (abre em nova aba), publicado em 31 de julho de 2026, Rachel Banawa traz uma pesquisa da Nielsen Norman Group com 604 profissionais de tech e design.

A pergunta foi indireta: a NN/g mostrou uma definição de trabalho centrado em pessoas (sem usar a palavra UX) e pediu que a pessoa nomeasse o campo. A ideia era capturar o termo que vem à cabeça, não o rótulo da moda.

O que a pesquisa encontrou

UX foi o rótulo individual mais comum: 47,8% das respostas. No total, 70% usaram palavras ligadas a UX, user ou user experience.

Alternativas propostas em debates públicos quase não apareceram de forma espontânea. Experiência design e termos com “human” (como human-centered design) ficaram abaixo de 1% no recorte descrito no artigo.

Quem não citou UX usou uma lista espalhada: product management, customer experience, service design, research, human factors e outros. Ou seja: não há um substituto único consolidado.

Papel no título muda a língua

A NN/g observa efeito de cargo. Entre product managers, 38% usaram “product” na resposta, contra 10% de praticantes de UX. Em customer insights, “customer” também aparece bem mais do que entre UXers.

Isso ajuda a explicar conversas cruzadas no mesmo time: muita gente descreve o mesmo trabalho com o vocabulário do próprio cargo.

Limitações (importante)

A própria NN/g lista restrições: amostra não é geograficamente representativa em todas as regiões, e os canais de recrutamento tendem a alcançar quem já consome material da NN/g, o que favorece o termo UX. Não dá para tratar o resultado como censo mundial.

Também não foi um teste de qual nome “comunica melhor” o valor do trabalho. Foi um estudo de reconhecimento espontâneo.

O que fazer com isso

A recomendação da NN/g é pragmática: por enquanto, manter UX como guarda-chuva reconhecido e investir energia em tornar a contribuição visível. Ligar o trabalho a decisões, riscos evitados, redução de incerteza, acessibilidade e qualidade do que o time entrega.

Para quem está montando portfólio ou se apresentando em entrevista no Brasil: use o termo que a vaga usa, mas explique o que você resolve. Briga só de nomenclatura raramente abre porta. Clareza de impacto, sim.

Fontes